Verificação

Como verificamos os cálculos da LOGOS

A LOGOS verifica os cálculos comparando o resultado do próprio código de produção com valores publicados por fontes independentes — o release da IAPWS-IF97, o pandapower (implementação aberta da IEC 60909-0:2016), os casos de referência do CIGRE TB 880, a ASME B36.10M e as tabelas da NBR 5410. A coluna LOGOS das tabelas desta página é calculada no build, pelo mesmo código que roda as calculadoras, e a situação de cada linha é decidida pela tolerância declarada: a página não tem como exibir "confere" para um valor que não confere.

A LOGOS verifica cada grupo de cálculo comparando o resultado do código de produção com um valor de referência que não vem do código da LOGOS: um número impresso por uma fonte primária (norma, release técnico, brochura do CIGRE) ou calculado por uma implementação independente e aberta. As tabelas logo após este texto mostram, linha a linha, o valor de referência, o valor da LOGOS, a diferença e a situação dentro da tolerância declarada.

Como a LOGOS verifica um cálculo

A verificação segue quatro regras, e cada uma existe para impedir um tipo específico de falsa confiança.

  1. Fonte primária, com edição e ano. Cada grupo cita a fonte exata — por exemplo, “IAPWS R7-97(2012), Tabela 15” ou “pandapower 3.5.4, calc_sc com lv_tol_percent = 6”. Sem edição, um número de referência não pode ser reproduzido.
  2. Valor esperado independente, nunca tirado do próprio código. Se o valor de referência fosse gerado pela LOGOS, a comparação só provaria que o código concorda consigo mesmo. Por isso a referência é sempre um número publicado ou o resultado de outro método. No fator de atrito, por exemplo, a referência é a solução exata de Colebrook-White pela função W de Lambert, 1/sqrt(f) = -a·ln(a·c·W(z)), enquanto a LOGOS resolve a mesma equação por estimativa de Serghides e passos de Newton.
  3. Testes automatizados. A mesma comparação desta página é um teste do repositório da LOGOS: se uma alteração no código tirar qualquer linha da tolerância, o teste reprova.
  4. A coluna LOGOS é gerada no build. Os números da coluna LOGOS não são digitados. Eles são calculados quando a página é gerada, pelos mesmos módulos que as calculadoras executam no servidor. A situação de cada linha (“Confere” ou “Fora da tolerância”) também é calculada: a página não consegue mostrar “Confere” para um resultado que saiu da tolerância.

As referências usadas, uma a uma

IAPWS-IF97. A formulação industrial da International Association for the Properties of Water and Steam é o padrão mundial para propriedades de água e vapor em engenharia. O release R7-97 (revisão de 2012) publica valores de verificação feitos justamente para validar programas de computador. A LOGOS compara a temperatura de saturação (Tabela 36) e o volume específico, a entalpia, o calor específico e a velocidade do som do vapor superaquecido (Tabela 15, Região 2). Esses valores alimentam as calculadoras de válvula de controle e de válvula de segurança para vapor.

pandapower. O pandapower é uma biblioteca aberta de análise de sistemas de potência que implementa o curto-circuito da IEC 60909-0:2016. A LOGOS roda 5 casos de rede radial — rede rígida, transformador de rede e barra de baixa tensão, um deles com cabo — e compara Ik″ trifásico, corrente de pico i_p, Ik″ bifásico e Ik″ mínimo. A versão (3.5.4) e os parâmetros (case = max/min, ip = True, lv_tol_percent = 6, ou seja, c_max = 1,05 e c_min = 0,95 na BT) estão declarados para que qualquer pessoa repita a conta.

CIGRE TB 880 (2022). A brochura técnica 880 do CIGRE, “Power cable rating examples for calculation tool verification”, publica casos de referência de ampacidade pela IEC 60287 criados exatamente para verificar ferramentas de cálculo. A LOGOS usa os casos introdutórios com cabo de 132 kV XLPE, 630 mm² de cobre: 0-1 (trifólio diretamente enterrado), 0-2 (trifólio de dutos HDPE encostados) e 0-3 (banco de dutos de PVC em concreto, com as variantes de aterramento em ponto único e de perdas parasitas).

ASME B36.10M. A norma de tubos de aço carbono soldados e sem costura define o diâmetro externo e a espessura de parede de cada combinação de NPS e schedule. O diâmetro interno de referência é calculado como DI = (DE - 2·t) × 25,4 mm, a partir das dimensões em polegadas, e comparado com a tabela de tubos que as calculadoras de hidráulica usam.

ABNT NBR 5410. A norma brasileira de instalações de baixa tensão tabela a capacidade de condução de corrente (Tabelas 36 e 37) e os fatores de correção de temperatura (Tabela 40) e de agrupamento (Tabela 42). Os valores em cobre das Tabelas 36 e 37 são os mesmos da IEC 60364-5-52, Tabelas B.52.4 e B.52.5. Aqui não há cálculo: a verificação confere que a tabela transcrita no código devolve exatamente o valor impresso na norma.

O que a verificação já encontrou e corrigiu

Uma verificação que nunca encontra nada não prova muito. A comparação com o pandapower e com o CIGRE TB 880 encontrou diferenças reais no código da LOGOS. Cada uma foi isolada numericamente, corrigida, e passou a ser coberta pelo teste.

Curto-circuito (IEC 60909), comparação com o pandapower:

  • D51 — correção K_T do transformador no caso mínimo. A IEC 60909-0:2016 (§6.3.3) define o fator de correção de impedância do transformador com c_max, para o cálculo da corrente máxima. A LOGOS aplicava o K_T também no Ik″ mínimo, que saía 2 % a 4 % alto. Como o Ik″ mínimo é o que verifica se a proteção atua, o erro estava do lado inseguro. Depois da correção, o Ik″ mínimo caiu de 0,4 % a 1,9 % nos casos de produto e passou a bater com o pandapower.
  • D52 — fator de tensão na impedância da rede. A LOGOS usava o fator c do barramento analisado (1,05 na BT) para calcular a impedância da rede, quando o correto é o c do nível de tensão da fonte (1,10 e 1,00 em média tensão). O efeito era um Ik″ 0,15 % a 0,25 % alto. Corrigido.

Ampacidade de cabos em dutos (IEC 60287), comparação com o CIGRE TB 880:

  • D39 — a resistividade da bainha de alumínio usava o valor de condutor de alumínio; passou a usar 2,84×10⁻⁸ Ω·m, o valor adotado no TB 880.
  • D40 — a resistência térmica da isolação (T1) passou a considerar as camadas semicondutoras separadamente quando a espessura da isolação é informada.
  • D41 — as constantes U, V e Y de duto plástico passaram a ser 1,87 / 0,312 / 0,0037, as do TB 880.
  • D42 — as perdas por correntes parasitas em bainha maciça eram sempre desprezadas. Em cabo com bainha maciça aterrada em ponto único, isso deixava a ampacidade 3,1 % otimista no caso 0-1 — o único achado do lado inseguro nesta série. A LOGOS passou a calcular essas perdas pela IEC 60287-1-1 §2.3.6.1.
  • D43 — o fator de perda na blindagem (λ₁) de circuito plano sem transposição tinha um termo que se anulava; com a correção, o λ₁ do cabo externo atrasado passou de 1,49 para 1,70, próximo dos 1,72 de outra implementação independente.
  • D44 — o material da cobertura (PVC, PE/HDPE, policloropreno) passou a entrar na resistência térmica T3.
  • D45 — em circuito plano sem transposição, cada posição de cabo passou a ter seu próprio λ₁, e a ampacidade passou a ser a corrente em que o cabo mais quente atinge a temperatura máxima.

O que esta verificação não cobre

A verificação cobre os pontos das tabelas abaixo — não prova que todo resultado possível está certo. Os limites conhecidos são estes:

  • Contribuição de motores no curto-circuito. A LOGOS soma a contribuição dos motores pela corrente de rotor bloqueado; o pandapower modela o motor assíncrono com dados de placa. Os casos comparados não incluem motores.
  • Redes malhadas. O curto-circuito da LOGOS é calculado em rede radial, por construção; redes malhadas e geradores como fonte não são cobertos.
  • Fase-terra com sequência zero completa. A LOGOS calcula o curto fase-terra com um fator k0 = Z0/Z1 declarado ou derivado do resistor de aterramento ou do laço fase-PE; ela não resolve as três sequências com o grupo de ligação do transformador, como o pandapower. Por isso o fase-terra não está na comparação.
  • Redes hidráulicas malhadas genéricas. As calculadoras de hidráulica resolvem topologias industriais definidas (linha simples, bombas em série e em paralelo, ramais, recirculação e o circuito de unificação), não uma rede malhada arbitrária.
  • Transientes hidráulicos. O golpe de aríete é calculado pelas fórmulas de Joukowsky e de Michaud. Linhas com perfil acidentado, várias bombas ou separação de coluna pedem simulação pelo método das características, que a LOGOS não faz.
  • Responsabilidade técnica. Nenhum resultado, verificado ou não, substitui o julgamento e a responsabilidade técnica do engenheiro que assina o projeto.

Tabelas de verificação

68 de 68 pontos, em 8 grupos, estão dentro da tolerância. A coluna LOGOS foi calculada no build desta página, em , pelo mesmo código que roda as calculadoras.

Vapor: temperatura de saturação (IAPWS-IF97, Região 4)

Fonte: IAPWS R7-97(2012), Revised Release on the IAPWS Industrial Formulation 1997 — Tabela 36 (valores de verificação de programas para a equação inversa da temperatura de saturação).

Tolerância: Diferença relativa ≤ 1×10⁻⁸ (o release imprime 9 algarismos significativos).

Ponto Valor de referência LOGOS Diferença Situação
p = 0,1 MPa 372,755919 K 372,755919 K −1,0×10⁻⁷ % ✓ Confere
p = 1 MPa 453,035632 K 453,035632 K +8,6×10⁻⁸ % ✓ Confere
p = 10 MPa 584,149488 K 584,149488 K −2,5×10⁻¹⁰ % ✓ Confere

Usado em: Dimensionamento de válvula de controle para vapor e gás (IEC 60534-2-1) · Dimensionamento de válvula de segurança (SV) para vapor d'água pela API 520

Vapor: propriedades do vapor superaquecido (IAPWS-IF97, Região 2)

Fonte: IAPWS R7-97(2012), Revised Release on the IAPWS Industrial Formulation 1997 — Tabela 15 (valores de verificação da equação básica da Região 2): volume específico v, entalpia h, calor específico isobárico cp e velocidade do som w.

Tolerância: Diferença relativa ≤ 1×10⁻⁸ (o release imprime 9 algarismos significativos).

Ponto Valor de referência LOGOS Diferença Situação
v · T = 300 K, p = 0,0035 MPa 39,4913866 m³/kg 39,4913866 m³/kg +9,6×10⁻⁸ % ✓ Confere
h · T = 300 K, p = 0,0035 MPa 2.549,91145 kJ/kg 2.549,91145 kJ/kg +3,3×10⁻⁸ % ✓ Confere
cp · T = 300 K, p = 0,0035 MPa 1,91300162 kJ/(kg·K) 1,91300162 kJ/(kg·K) +5,1×10⁻⁸ % ✓ Confere
w · T = 300 K, p = 0,0035 MPa 427,920172 m/s 427,920172 m/s +6,1×10⁻⁸ % ✓ Confere
v · T = 700 K, p = 0,0035 MPa 92,3015898 m³/kg 92,3015898 m³/kg +1,9×10⁻⁸ % ✓ Confere
h · T = 700 K, p = 0,0035 MPa 3.335,68375 kJ/kg 3.335,68375 kJ/kg +1,1×10⁻⁷ % ✓ Confere
cp · T = 700 K, p = 0,0035 MPa 2,08141274 kJ/(kg·K) 2,08141274 kJ/(kg·K) +1,8×10⁻⁷ % ✓ Confere
w · T = 700 K, p = 0,0035 MPa 644,289068 m/s 644,289068 m/s −6,7×10⁻⁸ % ✓ Confere
v · T = 700 K, p = 30 MPa 0,00542946619 m³/kg 0,00542946619 m³/kg +8,5×10⁻⁸ % ✓ Confere
h · T = 700 K, p = 30 MPa 2.631,49474 kJ/kg 2.631,49474 kJ/kg +1,8×10⁻⁷ % ✓ Confere
cp · T = 700 K, p = 30 MPa 10,3505092 kJ/(kg·K) 10,3505092 kJ/(kg·K) +8,0×10⁻⁸ % ✓ Confere
w · T = 700 K, p = 30 MPa 480,386523 m/s 480,386523 m/s +3,5×10⁻⁸ % ✓ Confere

Usado em: Dimensionamento de válvula de controle para vapor e gás (IEC 60534-2-1) · Dimensionamento de válvula de segurança (SV) para vapor d'água pela API 520

Fator de atrito de Darcy: equação de Colebrook-White

Fonte: Colebrook, C. F. (1939). Turbulent flow in pipes, with particular reference to the transition region between the smooth and rough pipe laws. J. Inst. Civil Eng. 11(4), 133–156. Valores de referência: solução explícita exata da mesma equação pela função W de Lambert.

A coluna de referência não vem de tabela impressa: é a solução exata 1/√f = a·W(z) − b/c = −a·ln(a·c·W(z)) (a = 2/ln 10, b = (ε/D)/3,7, c = 2,51/Re, z = e^(b/(a·c))/(a·c)), calculada por rotina independente. A LOGOS resolve a mesma equação por outro método (estimativa de Serghides + 2 passos de Newton). A concordância mostra que os dois métodos chegam à mesma raiz.

Tolerância: Diferença relativa ≤ 1×10⁻¹² (arredondamento numérico).

Ponto Valor de referência LOGOS Diferença Situação
Re = 4×10^3, liso 0,03990701 0,03990701 0 % ✓ Confere
Re = 10^4, ε/D = 0,001 0,03238181 0,03238181 0 % ✓ Confere
Re = 10^5, liso 0,01798977 0,01798977 0 % ✓ Confere
Re = 10^5, ε/D = 0,0001 0,01851387 0,01851387 −2,2×10⁻¹⁴ % ✓ Confere
Re = 5×10^5, ε/D = 0,00046 0,01740917 0,01740917 0 % ✓ Confere
Re = 10^6, ε/D = 0,001 0,01994347 0,01994347 0 % ✓ Confere
Re = 10^7, ε/D = 0,00001 0,00899571 0,00899571 0 % ✓ Confere
Re = 10^8, ε/D = 0,05 0,07155090 0,07155090 0 % ✓ Confere

Usado em: Dimensionamento de bombas: curva do sistema, ponto de operação e NPSH · Cálculo de Vazão em Escoamento por Gravidade entre Reservatórios · Dimensionamento de rede de bombeamento multi-ramal com solução por Newton-Raphson · Bombas idênticas em paralelo — curva combinada, ponto de operação e vazão por bomba · Cálculo de bombas em série — curva combinada e recalque de alta pressão

Fator de atrito: diagrama de Moody e escoamento laminar

Fonte: Moody, L. F. (1944). Friction factors for pipe flow. Trans. ASME 66(8), 671–684 (tubo liso, Re = 10^5: f = 0,0180, lido com 3 algarismos significativos). Lei laminar de Hagen-Poiseuille f = 64/Re (exata).

Tolerância: Diferença absoluta ≤ 0,00005 — meia unidade do último algarismo da leitura do diagrama. Os pontos laminares são exatos.

Ponto Valor de referência LOGOS Diferença Situação
Tubo liso, Re = 10^5 (Moody) 0,0180 0,0180 −0,0000 ✓ Confere
Laminar, Re = 1000 (64/Re) 0,0640 0,0640 0 ✓ Confere
Laminar, Re = 1600 (64/Re) 0,0400 0,0400 0 ✓ Confere

Usado em: Dimensionamento de bombas: curva do sistema, ponto de operação e NPSH · Cálculo de Vazão em Escoamento por Gravidade entre Reservatórios

Diâmetro interno de tubo de aço (ASME B36.10M)

Fonte: ASME B36.10M-2018, Welded and Seamless Wrought Steel Pipe — Tabela 1 (diâmetro externo e espessura de parede em polegadas). DI de referência = (DE − 2·t) × 25,4 mm.

Tolerância: Diferença absoluta ≤ 0,05 mm — o arredondamento do diâmetro externo métrico impresso na norma (ex.: 168,3 mm para 6,625 in = 168,275 mm).

Ponto Valor de referência LOGOS Diferença Situação
NPS 2 Sch 40 (DI) 52,50 mm 52,50 mm 0 mm ✓ Confere
NPS 3 Sch 40 (DI) 77,93 mm 77,92 mm −0,01 mm ✓ Confere
NPS 4 Sch 40 (DI) 102,26 mm 102,26 mm 0 mm ✓ Confere
NPS 4 Sch 80 (DI) 97,18 mm 97,18 mm 0 mm ✓ Confere
NPS 6 Sch 40 (DI) 154,05 mm 154,08 mm +0,03 mm ✓ Confere
NPS 8 Sch 40 (DI) 202,72 mm 202,71 mm −0,01 mm ✓ Confere
NPS 10 Sch 40 (DI) 254,51 mm 254,51 mm 0 mm ✓ Confere

Usado em: Dimensionamento de bombas: curva do sistema, ponto de operação e NPSH · Cálculo de Vazão em Escoamento por Gravidade entre Reservatórios · Dimensionamento de rede de bombeamento multi-ramal com solução por Newton-Raphson

Correntes de curto-circuito (IEC 60909-0) × pandapower

Fonte: pandapower 3.5.4 (implementação aberta da IEC 60909-0:2016), calc_sc com case = max/min, ip = True, lv_tol_percent = 6 (c_max 1,05 e c_min 0,95 na BT). Rede radial: rede rígida (S″kQ, X/R) → transformador de rede → barra de BT; o caso B acrescenta um cabo.

Tolerância: Diferença relativa ≤ 0,05 % (valores do pandapower exportados com 6 decimais em kA).

Ponto Valor de referência LOGOS Diferença Situação
A · Ik″ · rede 500 MVA · 1000 kVA, uk 6 %, X/R 6 · 440 V 22,965 kA 22,965 kA +4,5×10⁻⁷ % ✓ Confere
A · i_p · rede 500 MVA · 1000 kVA, uk 6 %, X/R 6 · 440 V 52,576 kA 52,576 kA +3,3×10⁻⁷ % ✓ Confere
A · Ik″ 2φ · rede 500 MVA · 1000 kVA, uk 6 %, X/R 6 · 440 V 19,889 kA 19,888 kA −0,003 % ✓ Confere
A · Ik″ min · rede 500 MVA · 1000 kVA, uk 6 %, X/R 6 · 440 V 20,107 kA 20,107 kA +4,1×10⁻⁷ % ✓ Confere
B · Ik″ · A + cabo 3×(1×240 mm²), 30 m 21,269 kA 21,269 kA −2,4×10⁻⁷ % ✓ Confere
B · i_p · A + cabo 3×(1×240 mm²), 30 m 46,146 kA 46,146 kA −6,4×10⁻⁷ % ✓ Confere
B · Ik″ 2φ · A + cabo 3×(1×240 mm²), 30 m 18,419 kA 18,419 kA −0,003 % ✓ Confere
B · Ik″ min · A + cabo 3×(1×240 mm²), 30 m 18,435 kA 18,435 kA +1,3×10⁻⁶ % ✓ Confere
C · Ik″ · rede 250 MVA · 500 kVA, uk 4,5 %, X/R 4 · 440 V 15,002 kA 15,002 kA −2,7×10⁻⁶ % ✓ Confere
C · i_p · rede 250 MVA · 500 kVA, uk 4,5 %, X/R 4 · 440 V 31,681 kA 31,681 kA −1,3×10⁻⁶ % ✓ Confere
C · Ik″ 2φ · rede 250 MVA · 500 kVA, uk 4,5 %, X/R 4 · 440 V 12,992 kA 12,992 kA −0,003 % ✓ Confere
C · Ik″ min · rede 250 MVA · 500 kVA, uk 4,5 %, X/R 4 · 440 V 13,267 kA 13,267 kA +2,0×10⁻⁶ % ✓ Confere
D · Ik″ · rede 800 MVA · 2000 kVA, uk 6,5 %, X/R 12 · 380 V 48,965 kA 48,965 kA +7,4×10⁻⁷ % ✓ Confere
D · i_p · rede 800 MVA · 2000 kVA, uk 6,5 %, X/R 12 · 380 V 123,594 kA 123,594 kA +3,1×10⁻⁸ % ✓ Confere
D · Ik″ 2φ · rede 800 MVA · 2000 kVA, uk 6,5 %, X/R 12 · 380 V 42,405 kA 42,404 kA −0,003 % ✓ Confere
D · Ik″ min · rede 800 MVA · 2000 kVA, uk 6,5 %, X/R 12 · 380 V 42,767 kA 42,767 kA +1,8×10⁻⁷ % ✓ Confere
E · Ik″ · rede 150 MVA · 300 kVA, uk 4 %, X/R 3 · 440 V 10,039 kA 10,039 kA −3,2×10⁻⁶ % ✓ Confere
E · i_p · rede 150 MVA · 300 kVA, uk 4 %, X/R 3 · 440 V 19,782 kA 19,782 kA −4,0×10⁻⁷ % ✓ Confere
E · Ik″ 2φ · rede 150 MVA · 300 kVA, uk 4 %, X/R 3 · 440 V 8,694 kA 8,694 kA −0,003 % ✓ Confere
E · Ik″ min · rede 150 MVA · 300 kVA, uk 4 %, X/R 3 · 440 V 8,912 kA 8,912 kA −1,5×10⁻⁶ % ✓ Confere

Usado em: Cálculo de corrente de curto-circuito pela IEC 60909: Ik″, pico ip e Ik″ mínima

Ampacidade de cabos (IEC 60287) × casos de referência do CIGRE TB 880

Fonte: CIGRE Technical Brochure 880 (2022), Power cable rating examples for calculation tool verification (WG B1.56) — casos introdutórios 0-1, 0-2 e 0-3: cabo 132 kV XLPE, 630 mm² Cu, bainha de Al soldada 0,8 mm, cobertura HDPE 3,5 mm; 50 Hz, θ_máx 90 °C, solo a 20 °C. Métodos: IEC 60287-1-1:2006+A1:2014 e IEC 60287-2-1.

Os casos 0-1 e 0-3 rodam pelo motor completo de banco de dutos usado em produção. O caso 0-2 (trifólio de dutos HDPE encostados) não é um arranjo da calculadora de banco de dutos, então roda as mesmas funções IEC 60287 de produção na sequência do TB 880.

Tolerância: Diferença relativa ≤ 0,2 % da ampacidade de referência — a ordem das diferenças de arredondamento e de iteração entre implementações independentes da IEC 60287 para o mesmo caso.

Ponto Valor de referência LOGOS Diferença Situação
0-1 · trifólio diretamente enterrado, aterrado nas duas pontas 821,78 A 821,78 A +4,1×10⁻⁶ % ✓ Confere
0-2 · trifólio de dutos HDPE encostados 682,81 A 682,81 A −5,1×10⁻⁶ % ✓ Confere
0-3 · banco de dutos de PVC em concreto, plano, duas pontas 634,07 A 633,67 A −0,063 % ✓ Confere
0-3 · aterramento em ponto único (4.8.5) 904,55 A 903,31 A −0,137 % ✓ Confere
0-3 · duas pontas, com perdas parasitas (4.8.6) 633,04 A 632,65 A −0,062 % ✓ Confere

Cabos de BT: capacidade de condução e fatores de correção (ABNT NBR 5410)

Fonte: ABNT NBR 5410:2004 (versão corrigida 2008) — Tabelas 36 e 37 (cobre, PVC 70 °C e XLPE/EPR 90 °C; mesmos valores da IEC 60364-5-52:2009, Tabelas B.52.4 e B.52.5), Tabela 40 (temperatura ambiente) e Tabela 42 (agrupamento, linha 1 — em feixe ou em conduto fechado).

Tolerância: Igualdade exata: valores tabelados são transcritos, não calculados.

Ponto Valor de referência LOGOS Diferença Situação
Tab. 36 · PVC · 2,5 mm² · método B1 · 3 carregados 21 A 21 A 0 A ✓ Confere
Tab. 36 · PVC · 10 mm² · método B1 · 3 carregados 50 A 50 A 0 A ✓ Confere
Tab. 36 · PVC · 2,5 mm² · método C · 2 carregados 27 A 27 A 0 A ✓ Confere
Tab. 37 · XLPE · 2,5 mm² · método B1 · 3 carregados 28 A 28 A 0 A ✓ Confere
Tab. 37 · XLPE · 16 mm² · método B1 · 3 carregados 88 A 88 A 0 A ✓ Confere
Tab. 40 · PVC · ar a 40 °C 0,87 0,87 0 ✓ Confere
Tab. 40 · XLPE · ar a 40 °C 0,91 0,91 0 ✓ Confere
Tab. 40 · XLPE · solo a 30 °C 0,93 0,93 0 ✓ Confere
Tab. 42 · linha 1 · 3 circuitos 0,70 0,70 0 ✓ Confere
Tab. 42 · linha 1 · 6 circuitos 0,57 0,57 0 ✓ Confere

Usado em: Dimensionamento de cabos elétricos: ampacidade, fatores de correção e queda de tensão pela NBR 5410 · Dimensionamento de cabos CC: queda de tensão, ampacidade e seção comercial

Normas e métodos

  • IAPWS R7-97(2012) — IAPWS-IF97
  • IEC 60909-0:2016
  • IEC 60287-1-1:2006+A1:2014
  • IEC 60287-2-1
  • CIGRE TB 880 (2022)
  • ASME B36.10M-2018
  • ABNT NBR 5410:2004
  • Colebrook (1939)
  • Moody (1944)

Perguntas frequentes

Os cálculos da LOGOS são confiáveis?

A LOGOS publica a evidência para você julgar: nesta página, cada grupo de cálculo é comparado com valores de uma fonte independente, com a tolerância declarada e a diferença numérica linha a linha. O curto-circuito IEC 60909 bate com o pandapower em 0,00 % no Ik″ trifásico, no i_p e no Ik″ mínimo; a ampacidade IEC 60287 bate com o CIGRE TB 880 em 0,00 % nos casos 0-1 e 0-2; as propriedades do vapor reproduzem os valores oficiais da IAPWS-IF97. Confiabilidade também depende de entrada correta e de saber o que a ferramenta não cobre, por isso os limites estão listados aqui.

Contra o que a LOGOS é validada?

Contra fontes primárias e implementações independentes: os valores de verificação do release IAPWS-IF97 (R7-97, 2012), o pandapower 3.5.4 para curto-circuito pela IEC 60909-0:2016, os casos de referência de ampacidade do CIGRE TB 880 (2022), as dimensões de tubo da ASME B36.10M, as tabelas 36, 37, 40 e 42 da ABNT NBR 5410 e a equação de Colebrook-White resolvida de forma exata pela função W de Lambert.

Posso usar a LOGOS em projeto assinado?

Sim, como ferramenta de cálculo, mas a responsabilidade técnica continua sendo do engenheiro que assina (ART). O memorial de cálculo em Word (.docx) lista entradas, método, norma e resultados para conferência e revisão. Verifique se o caso está dentro do escopo da ferramenta — a seção "O que esta verificação não cobre" lista os principais limites.

Os valores da coluna LOGOS são digitados à mão?

Não. A coluna LOGOS é calculada no build da página pelo mesmo código que roda as calculadoras, a partir das entradas de cada caso. A situação (confere ou fora da tolerância) é decidida automaticamente pela tolerância declarada no grupo, e a mesma comparação faz parte da suíte de testes automatizados do código.

A LOGOS já encontrou erros no próprio cálculo?

Sim, e a página registra quais. A comparação com o pandapower mostrou que o Ik″ mínimo saía 2 % a 4 % alto, porque a correção K_T do transformador era aplicada também no caso mínimo; foi corrigido. A comparação com o CIGRE TB 880 mostrou que as perdas parasitas em bainha maciça eram desprezadas, o que dava ampacidade até 3,1 % otimista em ponto único; também foi corrigido.

Por que comparar com o pandapower e não com um software comercial?

Porque o pandapower é aberto: qualquer pessoa pode instalar a mesma versão (3.5.4), rodar os mesmos 5 casos e conferir os números. Uma referência que o leitor consegue reproduzir vale mais do que um resultado que só pode ser aceito por confiança.

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