Elétrica

Dimensionamento de malha de aterramento: resistência de terra, GPR, tensão de passo e de toque

O dimensionamento de uma malha de aterramento cruza a resistividade do solo, a corrente de falta e a geometria da grelha para estimar a resistência de terra, a elevação de potencial (GPR) e comparar com as tensões de passo e de toque toleráveis pelo corpo humano (IEEE 80 / NBR 15751).

Quando usar

Use sempre que precisar projetar ou verificar a malha de terra de uma subestação, casa de máquinas, painel de média tensão ou planta industrial. O método define a área e o comprimento de condutor enterrado, estima a resistência de aterramento pelos métodos de Sverak ou Laurent, calcula o GPR (elevação de potencial de terra durante a falta) e confronta o resultado com as tensões de passo e de toque máximas que o corpo humano suporta no tempo de eliminação da falta. É o primeiro passo de todo projeto de aterramento: indica se a malha protege pessoas contra choque, dimensiona a seção do condutor pelo critério adiabático e antecipa a necessidade de camada de brita antes da construção. Serve também para diagnosticar malhas existentes que não atingem a resistência alvo do projeto.

O que é o dimensionamento de uma malha de aterramento

Dimensionar uma malha de aterramento não é simplesmente enterrar cabos de cobre e cravar hastes: é garantir que, no instante de uma falta à terra, nenhuma pessoa dentro ou no entorno da instalação seja exposta a uma tensão perigosa. O projeto cruza três grupos de dados — a resistividade do solo, a corrente de falta e a geometria da grelha — para responder a duas perguntas distintas: qual a resistência de aterramento que a malha alcança, e se as tensões que surgem no solo durante a falta ficam abaixo do que o corpo humano tolera.

O erro conceitual mais comum é tratar o aterramento como um problema só de “baixar os ohms”. Uma malha pode ter resistência baixíssima e mesmo assim ser perigosa, porque a segurança depende dos gradientes de potencial na superfície, não apenas da resistência total. É por isso que o método da IEEE 80 e da NBR 15751 separa claramente o cálculo da resistência do critério de segurança.

A geometria e o comprimento de condutor enterrado

Tudo começa pela geometria da grelha. A malha é uma retícula de condutores horizontais de lados Lx por Ly, com espaçamento D entre cabos paralelos, complementada por hastes verticais. O número de condutores em cada direção é:

n_x = ⌊Lx/D⌋ + 1 ; n_y = ⌊Ly/D⌋ + 1

e o comprimento total enterrado soma a grelha mais as hastes:

L = (n_x·Ly + n_y·Lx) + n_hastes·L_haste

Esse comprimento L é decisivo: quanto mais condutor enterrado, menor a resistência e mais uniforme o potencial. A área A = Lx·Ly define o raio equivalente r = √(A/π), que aparece no piso de resistência imposto pelo solo.

A resistência da malha: Sverak e Laurent

A ferramenta calcula a resistência por dois métodos. O de Laurent-Niemann é a estimativa simplificada:

R = ρ/(4·r) + ρ/L

O primeiro termo, ρ/(4r), é o piso de resistência — o mínimo que uma placa de área A atingiria, independentemente de quanto cabo se enterre. O segundo termo decresce com o comprimento. Laurent é rápido e conservador, mas ignora a profundidade de enterramento.

O método de Sverak, adotado pela IEEE 80, corrige isso incorporando a profundidade h:

R = ρ·[ 1/L + 1/√(20·A) · (1 + 1/(1 + h·√(20/A))) ]

É a expressão recomendada para o projeto, porque uma malha enterrada mais fundo tem resistência menor — efeito que Laurent não enxerga. Em ambos os métodos, a resistividade ρ do solo é a variável dominante: dobrar ρ praticamente dobra a resistência.

A elevação de potencial de terra (GPR)

Conhecida a resistência, calcula-se o GPR (Ground Potential Rise) — o potencial que a malha inteira atinge em relação à terra remota durante a falta:

GPR = I_G · R , com I_G = Df · Sf · I

A corrente de projeto da malha I_G não é necessariamente o curto simétrico I. O fator de decremento Df (IEEE 80 §15) corrige a assimetria nos primeiros ciclos, e o fator de divisão Sf representa a fração do curto que realmente retorna pela malha (parte vai por cabos para-raios e neutros). Por padrão adotam-se Df = Sf = 1, o que joga toda a corrente na malha — a hipótese mais conservadora.

O GPR pode chegar a milhares de volts. Ele não é, sozinho, o critério de reprovação — mas é o ponto de partida para comparar com os limites de segurança.

A seção do condutor pelo critério adiabático

O condutor da malha precisa suportar termicamente a corrente de falta sem fundir. Pelo critério adiabático da IEEE 80 (todo o calor fica no cobre durante o curto):

A_mm² = I_kA · Kf · √t · 0,5067

onde Kf = 7,06 para cobre têmpera dura e o fator 0,5067 converte kcmil em mm². Sobre o valor térmico aplica-se ainda um piso de 50 mm² em cobre, exigido por robustez mecânica e resistência à corrosão, já que o condutor permanecerá enterrado por 30 a 40 anos. A seção adotada é o maior dos dois.

O critério de segurança: tensões de passo e de toque

Aqui está o coração do projeto. A IEEE 80 define as tensões máximas toleráveis pelo corpo humano em função do tempo de exposição:

E_toque = (1000 + 1,5·Cs·ρs) · k/√t

E_passo = (1000 + 6·Cs·ρs) · k/√t

A tensão de toque (entre a mão em uma estrutura aterrada e os pés) é o limite mais crítico, quase sempre menor que a de passo. O coeficiente k vale 0,116 para um corpo de 50 kg e 0,157 para 70 kg, e t é o tempo de eliminação da falta — quanto mais longo, menor a tensão tolerável.

O fator Cs representa o efeito da camada de brita superficial:

Cs = 1 − 0,09·(1 − ρ/ρs)/(2·hs + 0,09)

Sem brita, Cs = 1. Com uma camada de alta resistividade (ρs ≈ 2 000–5 000 Ω·m), Cs cai abaixo de 1, o que eleva as tensões toleráveis — muitas vezes é exatamente o que faz uma malha passar no critério de segurança.

Como interpretar o resultado

O cálculo termina com um screening: compara o GPR com a tensão de toque tolerável. Se GPR ≤ E_toque, a malha é classificada como ok. Se GPR > E_toque, o resultado é analisar malha — sinal de que, apesar da resistência baixa, os potenciais podem ser perigosos e o projeto precisa de refinamento. As correções típicas são:

  • Adicionar ou engrossar a camada de brita (eleva Cs e as tensões toleráveis);
  • Adensar a grelha (menor espaçamento D reduz a tensão de malha local);
  • Aumentar a área ou o comprimento de condutor (reduz a resistência e o GPR);
  • Reduzir o tempo de eliminação da falta com proteção mais rápida.

Considerações práticas de projeto

  • Meça a resistividade em campo (método de Wenner, IEEE 81) em vez de adotar um valor de tabela; o solo é estratificado e ρ varia com a estação.
  • Não confie só nos ohms: a aprovação final é o critério de tensões, não a resistência isolada.
  • Considere a camada de brita desde o início: ela costuma ser a forma mais barata de aprovar nas tensões de toque e de passo.
  • Alinhe norma e método: a IEEE 80 e a NBR 15751 regem o cálculo de resistência (Sverak), o GPR, as tensões de passo e de toque e o critério adiabático do condutor; a IEEE 81 orienta a medição da resistividade.

Seguir esse encadeamento — geometria, comprimento de condutor, resistência por Sverak, GPR, seção adiabática e verificação das tensões de passo e de toque — entrega uma malha de aterramento que protege as pessoas e confere com os exemplos resolvidos da IEEE 80.

Fórmulas e fundamentos

Resistência da malha (Sverak / IEEE 80) R = ρ·[ 1/L + 1/√(20·A) · (1 + 1/(1 + h·√(20/A))) ]

Resistência de aterramento de uma malha enterrada à profundidade h. ρ é a resistividade do solo [Ω·m], L o comprimento total de condutor enterrado (grelha + hastes) [m], A a área ocupada pela malha [m²] e h a profundidade de enterramento [m]. É a expressão de Sverak adotada na IEEE 80; incorpora o efeito da profundidade que Laurent ignora.

Resistência da malha (Laurent-Niemann) R = ρ/(4·r) + ρ/L

Estimativa simplificada (Laurent-Niemann). ρ é a resistividade [Ω·m], r o raio equivalente da área √(A/π) [m] e L o comprimento total de condutor [m]. O primeiro termo é o piso imposto pela área (placa equivalente); o segundo decresce com o comprimento de cabo enterrado.

Comprimento de condutor enterrado L = (n_x·Ly + n_y·Lx) + n_hastes·L_haste ; n_x = ⌊Lx/D⌋+1 ; n_y = ⌊Ly/D⌋+1

Comprimento total enterrado. Lx e Ly são os lados da malha [m], D o espaçamento entre condutores paralelos [m], n_x e n_y o número de condutores em cada direção, e n_hastes·L_haste o total de hastes verticais [m]. Quanto mais condutor enterrado, menor a resistência.

Elevação de potencial de terra (GPR) GPR = I_G·R ; I_G = Df·Sf·I

Potencial que a malha atinge em relação à terra remota durante a falta. I é a corrente de curto monofásico à terra [A], R a resistência da malha [Ω], Df o fator de decremento (assimetria, IEEE 80 §15) e Sf o fator de divisão de corrente. Por padrão Df = Sf = 1 (toda a corrente vai à malha — conservador).

Seção do condutor (critério adiabático, IEEE 80) A_mm² = max( I_kA·Kf·√t · 0,5067 ; 50 )

Seção mínima do condutor de malha. I_kA é a corrente de falta [kA], Kf a constante do material (7,06 para cobre têmpera dura), t o tempo de eliminação da falta [s] e 0,5067 converte kcmil em mm². Impõe-se ainda um piso de 50 mm² em cobre por robustez mecânica e corrosão para enterro de 30–40 anos.

Tensões de passo e de toque toleráveis (IEEE 80) E_passo = (1000 + 6·Cs·ρs)·k/√t ; E_toque = (1000 + 1,5·Cs·ρs)·k/√t

Limites de segurança para o corpo humano. ρs é a resistividade da camada superficial (brita) [Ω·m], Cs o fator de redução da brita (=1 sem camada), t o tempo de falta [s] e k = 0,116 para corpo de 50 kg ou 0,157 para 70 kg. Cs = 1 − 0,09·(1 − ρ/ρs)/(2·hs + 0,09), com hs a espessura da brita [m].

Normas e métodos

  • IEEE Std 80 — Guide for Safety in AC Substation Grounding (método de Sverak, tensões de passo e toque, critério adiabático do condutor)
  • ABNT NBR 15751 — Sistemas de aterramento de subestações — Requisitos
  • ABNT NBR 5419 — Proteção contra descargas atmosféricas (aterramento de SPDA)
  • IEEE Std 81 — Guide for Measuring Earth Resistivity, Ground Impedance and Earth Surface Potentials
  • IEC 60364-5-54 — Instalações elétricas de baixa tensão: aterramento e condutores de proteção

Valores típicos de referência

Grandeza Faixa típica Observação
Resistividade do solo (ρ) 10 a 1000 Ω·m Solo argiloso úmido ≈ 50–100 Ω·m; arenoso seco/rochoso > 500 Ω·m.
Resistividade da brita (ρs) 2 000 a 5 000 Ω·m Camada de 0,10–0,15 m sobre o solo eleva muito a tensão tolerável (Cs).
Resistência de malha alvo ≤ 1 a 10 Ω Subestações de AT ≤ 1 Ω; instalações industriais comuns ≤ 5–10 Ω.
Profundidade de enterramento (h) 0,5 a 0,8 m Acima da linha de gelo e abaixo da camada de variação sazonal de umidade.
Espaçamento entre condutores (D) 3 a 10 m Menor espaçamento uniformiza o potencial e reduz a tensão de malha.
Seção mínima do condutor ≥ 50 mm² (cobre) Piso mecânico/corrosão; o adiabático pode exigir mais com alta corrente.
Tempo de eliminação da falta (t) 0,1 a 1,0 s Maior tempo eleva a seção do condutor e reduz a tensão tolerável.

Exemplo resolvido

Malha de subestação 30 × 40 m em solo de 100 Ω·m

Entradas

Resistividade do solo
ρ = 100 Ω·m
Corrente de falta à terra
I = 10 kA
Tempo de eliminação da falta
t = 0,5 s
Dimensões da malha
30 × 40 m
Espaçamento entre condutores
D = 5 m
Hastes verticais
20 × 3 m
Método
Sverak (sem brita)

Resultados

Área da malha
A = 1 200
Comprimento total enterrado
L ≈ 610 m
Resistência de malha (Sverak)
R ≈ 1,42 Ω
Seção do condutor
50 mm²
GPR (elevação de potencial)
≈ 14 157 V
Tensão de toque tolerável
≈ 189 V
Tensão de passo tolerável
≈ 262 V

A geometria gera 7 condutores ao longo de 40 m e 9 ao longo de 30 m, somando 550 m de grelha mais 60 m de hastes — L ≈ 610 m. Por Sverak, R = 100·[1/610 + 1/√24000·(1 + 1/(1 + 0,5·√(20/1200)))] ≈ 1,42 Ω, próximo do piso ρ/(4r) = 1,28 Ω imposto pela área. Com I_G = 10 kA (Df = Sf = 1), o GPR atinge ≈ 14 157 V — muito acima da tensão de toque tolerável de ≈ 189 V calculada SEM camada de brita (Cs = 1, corpo de 50 kg, t = 0,5 s). O screening retorna 'analisar malha': a baixa resistência sozinha não garante segurança. A correção típica é acrescentar uma camada de brita de alta resistividade (ρs ≈ 3 000 Ω·m, 0,10–0,15 m), que eleva Cs e as tensões toleráveis, e adensar a grelha (menor D) para reduzir a tensão de malha local.

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Erros comuns

  • Confundir resistência da malha com segurança: uma malha pode ter R baixa e ainda assim reprovar nas tensões de passo e de toque — o critério final é GPR × tensão tolerável, não só os ohms.
  • Esquecer a camada de brita: sem brita Cs = 1 e a tensão tolerável despenca; uma camada de 0,10–0,15 m com ρs alto é muitas vezes o que faz a malha passar.
  • Usar Laurent (sem profundidade) em solo profundo: o método de Sverak é mais fiel porque incorpora h; Laurent só serve como estimativa rápida e conservadora.
  • Subdimensionar o condutor pelo só critério adiabático e ignorar o piso mecânico/corrosão de 50 mm² para enterro de longa duração.
  • Adotar a corrente de falta sem o fator de decremento Df e o fator de divisão Sf: a corrente que realmente percorre a malha (I_G = Df·Sf·I) pode ser bem diferente do curto simétrico.
  • Calcular um único valor de resistividade do solo, ignorando a estratificação (modelo de duas camadas) e a variação sazonal de umidade que altera ρ.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre os métodos de Sverak e de Laurent?

Laurent-Niemann é uma estimativa simplificada, R = ρ/(4r) + ρ/L, que depende só do raio equivalente da área e do comprimento de cabo — não considera a profundidade de enterramento. O método de Sverak, adotado na IEEE 80, acrescenta o termo de profundidade h e é mais fiel para malhas reais. Use Laurent como verificação rápida e conservadora; use Sverak para o projeto.

Resistência baixa garante uma malha segura?

Não. A resistência define a elevação de potencial (GPR = I·R), mas a segurança das pessoas depende de o GPR e os gradientes de potencial no solo ficarem abaixo das tensões de passo e de toque toleráveis pelo corpo. Uma malha com R baixa pode reprovar nas tensões se faltar camada de brita ou se a grelha for grosseira. O critério final é a comparação com os limites da IEEE 80.

Para que serve a camada de brita?

A brita (ou pedra britada) é uma camada superficial de alta resistividade (ρs ≈ 2 000–5 000 Ω·m) sobre o solo. Ela aumenta a resistência de contato entre os pés e o solo, elevando as tensões de passo e de toque que o corpo tolera. Isso entra no cálculo pelo fator Cs: sem brita Cs = 1; com brita Cs < 1, o que aumenta o limite tolerável e muitas vezes é o que faz a malha passar.

Como é dimensionada a seção do condutor?

Pelo critério adiabático da IEEE 80: A_mm² = I_kA·Kf·√t·0,5067, em que Kf depende do material (7,06 para cobre têmpera dura) e t é o tempo de falta. Sobre esse valor térmico aplica-se um piso de 50 mm² em cobre por robustez mecânica e resistência à corrosão, já que o condutor fica enterrado por 30–40 anos.

O que são os fatores Df e Sf?

Df é o fator de decremento (IEEE 80 §15), que corrige a assimetria da corrente de falta nos primeiros ciclos; Sf é o fator de divisão de corrente, que representa a fração do curto que efetivamente retorna pela malha (o resto vai por cabos para-raios, neutros, etc.). A corrente de projeto da malha é I_G = Df·Sf·I. Por padrão a ferramenta adota Df = Sf = 1 (todo o curto à malha), que é conservador.

Qual resistividade do solo devo usar?

A resistividade ρ deve vir de medição em campo (método de Wenner, IEEE 81), porque varia de ~10 Ω·m em solo argiloso úmido a >1 000 Ω·m em solo arenoso seco ou rochoso. Solos reais são estratificados; quando a variação é grande, modela-se em duas camadas. Considere também a variação sazonal de umidade, que pode dobrar ρ no período seco.

Glossário

Resistividade do solo (ρ)
Propriedade do terreno que mede a oposição à passagem de corrente, em Ω·m. É a principal variável de entrada e governa diretamente a resistência da malha.
GPR (Ground Potential Rise)
Elevação de potencial de terra: o potencial que a malha atinge em relação à terra remota durante a falta, GPR = I·R. Quanto maior, maior o risco de tensões perigosas.
Tensão de toque
Diferença de potencial entre a mão (em contato com uma estrutura aterrada) e os pés de uma pessoa. É o limite mais crítico, normalmente menor que a tensão de passo.
Tensão de passo
Diferença de potencial entre os dois pés de uma pessoa, separados ~1 m, sobre o solo durante a falta. Limite tolerável dado pela IEEE 80 em função de ρs, Cs, t e do peso do corpo.
Fator Cs (brita)
Fator de redução da camada superficial. Cs = 1 sem brita; com uma camada de alta resistividade Cs < 1, o que eleva as tensões toleráveis pelo corpo.
Critério adiabático
Hipótese de que todo o calor da corrente de falta fica no condutor (sem dissipar para o solo) durante o curto, usada para dimensionar a seção mínima do condutor de malha.
Raio equivalente (r)
Raio do círculo de mesma área que a malha, r = √(A/π). Aparece no piso de resistência ρ/(4r) e no método de Laurent.
Fator de decremento (Df)
Multiplicador da IEEE 80 que converte a corrente simétrica de curto na corrente assimétrica efetiva dos primeiros ciclos, entre 1 e ~2.